A forma de consumir filmes mudou — e muito — nos últimos anos. O avanço das plataformas de streaming, como Netflix, Disney+ e Prime Video, transformou o hábito de assistir a produções em casa, com conforto, praticidade e custo acessível. Mas, apesar da popularidade do digital, o cinema segue resistindo como uma experiência única, que vai além da simples exibição de um filme.
Durante a pandemia, o streaming viveu seu auge, enquanto as salas de cinema enfrentaram quedas históricas de público. No entanto, a retomada pós-isolamento mostrou que o público ainda valoriza o ritual coletivo de assistir a uma estreia na telona. Filmes como Barbie e Oppenheimer provaram que o impacto cultural e emocional da sala escura continua forte.
Para o crítico de cinema Lucas Moreira, o streaming democratizou o acesso à sétima arte, mas trouxe um novo desafio: “Com tanto conteúdo disponível, o espectador se perde na quantidade. No cinema, a experiência é mais imersiva e intencional — você vai até lá para viver aquele momento.”
Enquanto o streaming aposta em conveniência e diversidade, o cinema preserva o encantamento e o senso de evento. No fim das contas, os dois formatos coexistem — um alimenta o outro. Muitos filmes ganham visibilidade nas plataformas após o sucesso nas telonas, e produções originais do streaming estão conquistando espaço em premiações tradicionais.
No embate entre sofá e poltrona, talvez não haja um vencedor definitivo. Mas há algo certo: o amor pelo cinema, seja em qual tela for, continua inabalável.

